O Sport Clube Humaitá é um dos caçulas do futebol acreano, mas já se tornou o clube do estado que mais brilhou em campanhas nacionais na última década.
INÍCIO E PROFISSIONALIZAÇÃO TARDIA
Fundado em 15 de março de 2003, em Porto Acre, pelo apaixonado José Lima de Oliveira, o Zezinho, o Humaitá nasceu no futebol amador e carregou por anos o sonho da profissionalização. Esse passo só veio em 2015, quando o Tourão de Porto Acre deu início a uma trajetória de superação e conquistas que mudou a história do futebol local.
O SIMBOLISMO DO ACRE
Mais do que um clube, o Humaitá representa uma identidade. Seu escudo traz referências à Revolução Acreana e suas cores refletem a bandeira de Porto Acre. O apelido “Tourão” nasceu em 2011, em uma entrevista do então prefeito Carlinhos Portela, que dizia ver no clube a força da pecuária, da terra e da gente acreana. Desde então, o nome pegou e virou símbolo de luta e resistência.
OS PRIMEIROS ANOS PROFISSIONAIS
Logo após a estreia na Segunda Divisão, em 2015, o clube conquistou o acesso no ano seguinte, de forma invicta. Desde então, firmou-se na elite do futebol acreano e alcançou o seu maior feito em 2022: o título do Campeonato Estadual. Mesmo sem centro de treinamento ou estádio próprio, treinando muitas vezes em campos emprestados, o Humaitá se consolidou como protagonista no futebol do Acre.
IDA À COPA DO BRASIL E PRESENTE
A primeira experiência do Humaitá em competições nacionais aconteceu em 2019, quando disputou a Copa Verde. O Tourão enfrentou o Nacional do Amazonas: empatou por 1 a 1 em Rio Branco, mas acabou eliminado após derrota por 2 a 0 em Manaus.
Três anos depois, em 2022, o clube viveu sua temporada mais marcante. Campeão acreano, o Humaitá ganhou o direito de disputar três torneios nacionais no mesmo ano. Na Copa do Brasil, estreou contra o Brasiliense no Estádio Florestão e empatou em 0 a 0, resultado que eliminou o Tourão pela regra da vantagem do adversário. Na Copa Verde, avançou diante do Náutico-RR, mas foi eliminado pelo Paysandu na fase seguinte. Já no Campeonato Brasileiro da Série D, o time disputou a primeira fase e, embora tenha feito boas partidas, não conseguiu avançar para o mata-mata.
Em 2023, o Humaitá voltou a representar o Acre em todas as frentes. Na Copa do Brasil, enfrentou o Coritiba e acabou eliminado após derrota por 3 a 0. Na Copa Verde, eliminou o São Raimundo-RR na primeira fase, mas caiu diante do Remo em Belém. Pela Série D, teve uma campanha competitiva, mas novamente parou na primeira fase. No Acreano, chegou à decisão contra o Rio Branco e terminou com o vice-campeonato, em mais uma demonstração de regularidade.
Em 2024, garantiu nova vaga em todas as competições nacionais, consolidando-se como presença constante no calendário brasileiro. A cada participação, o Tourão de Porto Acre mostra evolução e fortalece sua imagem como legítimo representante do interior do Acre.
O LEGADO DE ZEZINHO
A história do Humaitá se confunde com a vida de Zezinho, fundador, presidente de honra e grande responsável pela profissionalização do nosso clube. Durante quase duas décadas, ele enfrentou dificuldades de transporte, estrutura e finanças, mas jamais desistiu. Seu sonho levou Porto Acre ao cenário do futebol nacional.
OLHAR PARA O FUTURO
Hoje, sob a liderança do presidente Igor Cotta, o clube vive um novo momento. O projeto é ousado: fortalecer a estrutura, ampliar a representatividade e levar o Tourão ainda mais longe. O futuro é desafiador, mas a confiança é grande.

